A Federação de Sindicatos da Administração Pública e a Federação Nacional da Educação (FNE) juntou um pré-aviso de greve para o dia 14 de fevereiro à manifestação da função pública já marcada para o dia 15.
Em declarações ao Jornal Económico, o dirigente da FESAP, José Abraão, explica que a decisão tomada esta segunda-feira visa “permitir a que os trabalhadores que queiram marcar presença na concentração que iremos fazer nesse dia em frente ao ministério das Finanças o possam fazer”. A concentração está marcada para as 15 horas e inclui a entrega de uma carta dirigida a Mário Centeno e na qual os sindicatos das duas federações expressam o descontentamento e as reivindicações que pretendem ver satisfeitas no curto-médio prazo.
Os sindicatos da Administração Pública filiados na UGT já tinham decidido avançar para uma greve geral de todo o sector no próximo dia 15 de Fevereiro, numa greve que o sindicato considera ser “da total e exclusiva responsabilidade do Governo”.
Entre as reivindicações das duas federações sindicais estão os aumentos salariais para todos os trabalhadores, com o objetivo de colocar “um ponto final no congelamento salarial que continua a afetar a vasta maioria dos trabalhadores da administração pública e das entidades com fins públicos” e a atualização do subsídio de refeição e das ajudas de custo. Os sindicatos querem ainda a “contagem de todos os pontos e de todo o tempo de serviço de todos os trabalhadores para efeitos de progressão nas carreiras” e a revisão das carreiras gerais.
“A ausência de respostas positivas às principais reivindicações dos trabalhadores da Administração Pública conduzirá à continuação desta luta, ficando desde já agendada a realização de uma concentração, junto da residência oficial do Primeiro-ministro, para o dia 8 de março, sem prejuízo da adoção de outras ações e formas de luta que a FESAP e a FNE considerem necessárias nos momentos precedentes”, referem ainda a FESAP e a FNE em comunicado.
